Índice ABCR tem redução de 1,5% em abril, na comparação com março

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São Paulo, 10 de maio de 2017 – O índice ABCR de atividade de abril apresentou redução de 1,5%, com queda no fluxo tanto dos veículos leves como no de pesados, em termos mensais dessazonalizados. 

Com o resultado, o indicador praticamente reverteu a alta do mês anterior, que foi de 1,7%. O fluxo de veículos leves caiu 1,3% em abril, mesma queda apresentada pelo de pesados. O índice que mede o fluxo de veículos nas estradas concedidas à iniciativa privada é produzido pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias em conjunto com a Tendências Consultoria Integrada.

O fluxo de veículos leves caiu 1,3%, mesma queda registrada no tráfego de pesados, considerando a série com ajustes sazonais

"Apesar do recuo de leves no mês, o indicador acumulou estabilidade no ano, após registrar uma predominante série de resultados negativos nessa métrica desde 2016, o que abre espaço para relativa melhora em 2017", afirma Alessandra Ribeiro, diretora da Tendências.

De acordo com a Alessandra, o cenário de moderada reação converge com os dados da PNAD mensal, realizada pelo IBGE, cujo resultado demonstra que a renda real habitual apresentou crescimento no primeiro trimestre deste ano, beneficiada pela acomodação da inflação em menores patamares. Segundo a economista, "a melhor dinâmica dos rendimentos deve favorecer o fluxo de leves ao longo do ano, embora o indicador continue suscetível a oscilações nos próximos meses".

No que se refere ao fluxo de pesados, Alessandra pondera que apesar dos últimos dois meses negativos, o indicador não deve delinear uma trajetória de sistemática redução, na medida em que o atual período de oscilação seria condizente com o processo de estabilização da atividade industrial.

Ao comparar abril/2017 sobre abril/2016, o índice total cresceu em 0,2%. O fluxo de veículos leves aumentou 3,0%, enquanto o fluxo de pesados teve retração de 8,3%. Nos últimos doze meses, o fluxo total acumulou variação de -3,1%. Na mesma base de comparação, o fluxo de leves variou -2,3% e o de pesados, -5,7%. No acumulado do ano (média jan/abril de 2017 ante média jan-abril de 2016), o fluxo total acumulou variação de -1,0%. O fluxo de veículos leves registra estabilidade, enquanto o fluxo de pesados acumula retração de 4,0%.

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