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Cátedra Abertis-USP premia melhores pesquisas brasileiras na área de transportes
05-11-2018 14:14
Pesquisadores recebem até 8 mil euros por trabalhos acadêmicos que visam aprimorar recursos e serviços do setor de infraestrutura

Previsão de acidentes em rodovias, gestão de praças de pedágio e modelos de investimento em infraestruturas de transportes foram os temas das pesquisas vencedoras da edição de 2017 da Cátedra Abertis Brasil, programa que gratifica os melhores trabalhos acadêmicos de Transportes e Segurança Viária.

Três pesquisadores serão premiados nesta terça-feira (06), com valores de 8 mil euros (doutorado) e 3 mil euros (mestrado e segurança viária). A solenidade de entrega dos prêmios da Cátedra ocorrerá em Gramado (RS), no Centro de Eventos FAURGS, durante a programação da 32ª Associação Nacional de Pesquisa e Ensino em Transportes (ANPET).

No Brasil, a Cátedra está vinculada à Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP), com incentivo da Fundação Abertis, pertencente à Abertis – acionista da Arteris em conjunto com a Brookfield. A Cátedra também apoia projetos ligados ao setor na Espanha; França; Chile e Porto Rico.

Trabalhos premiados

Ao desenvolver um modelo de previsão de acidentes em rodovias de pistas simples, a pesquisadora Karla Cristina Rodrigues Silva (Escola de Engenharia de São Carlos da USP) ganhou na categoria segurança viária. A pesquisadora Lílian dos Santos Bracarense (Universidade de Brasília) elaborou a melhor tese de doutorado com um estudo aplicado à gestão da hidrovia do rio Tocantins. E na categoria de melhor Dissertação de Mestrado, Tulio Silveira Santos (Universidade Federal do Rio de Janeiro) ficou em primeiro lugar ao apresentar um método de avaliação do desempenho das praças de pedágio.

Karla considera de extrema importância que empresas estreitem as relações das práticas acadêmicas com as de mercado. "A segurança viária ainda é um tema novo no Brasil. Graças à expansão do modelo de concessões das rodovias, hoje temos acesso a dados que não estavam disponíveis antes, e que contribuíram muito para o desenvolvimento do meu trabalho. Agradeço demais à Abertis por estar atenta a pesquisas focadas na redução de acidentes viários."

Segundo Tulio Silveira Santos, vencedor na categoria de melhor mestrado, o Prêmio Abertis é uma maneira de enriquecer o currículo. "Essa premiação aumenta minhas chances de conseguir um bom emprego em minha área. Além disso, é muito gratificante saber que grandes empresas do ramo em que gostaria de atuar profissionalmente já estão observando meu trabalho", disse.

"Iniciativas como da Cátedra Abertis são muito importantes para o incentivo à pesquisa brasileira, pois trazem visibilidade aos trabalhos desenvolvidos, promovendo uma aproximação entre academia e outros setores da sociedade. Em relação ao setor de transportes, no Brasil, com tantos desafios a serem superados, a pesquisa tem papel fundamental na melhoria de infraestruturas e promoção do desenvolvimento. E em um contexto em que a academia luta para sobreviver no país, o apoio e valorização da pesquisa por instituições privadas, como a Arteris, são fundamentais", afirmou Lílian dos Santos Fontes Pereira Bracarense, vencedora na categoria melhor doutorado.

A Arteris, uma das maiores operadoras de concessões de rodovias do País, com mais de 3.400 quilômetros em operação nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, investe no desenvolvimento da sociedade não só por meio da entrega de obras e de rodovias eficientes, mas também pelo apoio em pesquisas que contribuem com o setor de infraestrutura.

"Novas tecnologias e soluções para o setor surgem diariamente, oferecendo oportunidades para uma mobilidade ainda mais inteligente, segura e sustentável. Projetos como o da Cátedra aceleram o desenvolvimento da sociedade nesse contexto e, por esse motivo, a Arteris apoia pesquisas na área de transportes e de segurança viária. Além de investir em obras e melhorias para as rodovias, apostamos em educação como uma das formas para tornar o país ainda mais competitivo internacionalmente", afirma Alessandra da Silva Vasconcelos, diretora de comunicação, marketing e sustentabilidade da Arteris.

Sobre a premiação

Para a participar do prêmio, anualmente acadêmicos de todas as universidades e faculdades, públicas ou privadas, que possuam programa de pós-graduação, podem se inscrever por um site que a Escola Politécnica disponibiliza.

"A premiação por meio da Cátedra Abertis dos melhores trabalhos acadêmicos de pós-graduação das áreas de gestão da infraestrutura de transportes e segurança viária valoriza e incentiva os alunos a contribuírem com novas ideias e estudos em área de grande importância para o desenvolvimento econômico e social do país. Esta premiação é um diferencial da área de transportes e a academia agradece à Abertis e ao grupo de concessionárias da Arteris por valorizar os trabalhos acadêmicos", afirma a professora Liedi Bernucci, diretora da Cátedra Abertis no Brasil e da Politécnica da USP.

Assim que recebem os trabalhos inscritos, a Cátedra faz uma triagem dos materiais do ponto de vista científico e tecnológico por intermédio de um comitê interno de catedráticos, passando por fim, pelo comitê Arteris.

3º Prêmio Cátedra Abertis-USP de Gestão em Infraestrutura de Transportes

- Prêmio Melhor Doutorado

Elementos para um Modelo Inovador de Parcerias Público-Privadas em Infraestrutura de Transportes: Estudo Aplicado à Hidrovia do Rio Tocantins – Lílian dos Santos Fontes Pereira Bracarense (Orientadores: Prof. Dr. José Matsuo Shimoishi e Prof. Dr. Joaquim Aragão ), da Universidade de Brasília:

A necessidade de melhorar a infraestrutura de transportes é latente no Brasil, sobretudo na região Norte do país. Porém, os recursos públicos são insuficientes, fazendo com que o setor público busque alternativas com a participação do setor privado. A pesquisa busca desenvolver elementos que contribuam para a elaboração de modelos de concessão que promovam crescimento e avaliem o equilíbrio fiscal dos investimentos públicos. A proposta foi aplicada a um estudo de caso da Hidrovia Tocantins e demonstrou ser possível melhorar os indicadores financeiros do projeto assegurando o equilíbrio fiscal do investimento.

Doutora em Transportes pela Universidade de Brasília (2017). Mestre em Engenharia de Transportes na área de logística urbana pela UFMG (2013). Engenheira civil pela UFMG (2010). É professora-adjunta da Universidade Federal do Tocantins. Atua no desenvolvimento de pesquisas na área de planejamento urbano e de transportes, logística urbana e Engenharia Territorial.

- Prêmio Melhor Mestrado

Procedimento metodológico para avaliação de desempenho de praças de pedágio com uso de simulação – Tulio Silveira Santos (Orientador: Licínio da Silva Portugal), da Universidade Federal do Rio de Janeiro:

As praças de pedágio são frequentemente caracterizadas como um trecho potencial de gargalo, devido ao processo de cobrança em pontos específicos da via. Foi criado um procedimento para avaliar o desempenho de praças de pedágio e as perspectivas para implantação (ou não) de intervenções alternativas. O procedimento foi aplicado em um estudo de caso, envolvendo a praça de pedágio de Itaúna/MG, e os resultados indicam que a praça de pedágio analisada se encontra em boas condições de operação.

Estudante de doutorado no Programa Doutoral em Sistemas de Transportes da Universidade de Lisboa. Mestre em Engenharia de Transportes pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e bacharel em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Minas Gerais. Atuação focada em planejamento de transportes, engenharia de tráfego e engenharia rodoviária.

- Prêmio Melhor Dissertação de Segurança Viária

Avaliação da transferabilidade de modelos de previsão de acidentes em rodovias de pista simples no Brasil – Karla Cristina Rodrigues Silva (Orientador: Antonio Clóvis Pinto Ferraz), da Escola de Engenharia de São Carlos da USP

Foco em avaliar a aplicação de alguns modelos de previsão de acidentes em rodovias de pista simples de três estados brasileiros. O modelo de previsão de acidentes desenvolvido apresentou melhores medidas de desempenho para segmentos sem curvas horizontais, sendo recomendável para previsão de acidentes em análises preliminares. Por fim, foi constatado que outros fatores não contemplados pelos modelos podem ter impactado as condições de segurança dos locais estudados.

Doutora em Engenharia de Transportes pela Escola de Engenharia de São Carlos da USP. Engenheira Civil pela Universidade Federal de Minas Gerais com graduação na Ecole Nationale des Ponts et Chausseés. Atua na área de Engenharia de Transportes. É professora efetiva do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais.


Fonte: Arteris

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